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Amamentação durante a gravidez

Amamentação durante a gravidez

A amamentação é possível durante a gravidez?, É seguro? É a pergunta que muitas mulheres se fazem. A resposta é que é totalmente seguro continuar amamentando seu filho quando você engravidar novamente.

Estudos científicos a esse respeito mostram que mulheres que continuam a amamentar com uma nova gravidez não apresentam risco aumentado de aborto espontâneo ou parto prematuro. O novo bebê também não estará abaixo do peso.

- Se você amamentar durante a gravidez, no início notará principalmente seus mamilos mais sensíveis, o que pode tornar a amamentação não mais agradável. Muitas mulheres encurtam a duração das mamadas ou a frequência das mesmas por este fato.

- Perto do 3º ao 4º mês de gravidez ocorre uma diminuição na quantidade de leite materno, o que faz com que muitas crianças desmame. De fato 60% das crianças são desmamadas espontaneamente durante a gravidez da mãe.

- Se o seu filho tiver mais de 6 meses, você notará que ele começará a se alimentar mais com a alimentação complementar devido à diminuição do seu leite. Se você tiver um bebê com menos de 6 meses de idade, será necessário avaliar a ingestão com sua parteira e pediatra, para se certificar de que ele não receba menos leite do que o necessário.

- O leite pode mudar de sabor no final da gravidez, causando rejeição em algumas crianças. Você também notará uma mudança nas fezes do seu filho mais velho, que novamente ficarão mais amarelas e líquidas, como as de um bebê.

Não há risco adicional para a amamentação durante a gravidez: nem para você, nem para o seu filho mais velho, nem para o novo bebê que você está carregando.

Algumas mulheres que amamentam seus filhos durante a gravidez experimentam pequenas contrações durante o tempo em que a criança mama no peito (porque é o mesmo hormônio, a ocitocina, que causa as contrações e o que faz o leite sair do peito). Porém, essas contrações desaparecem no momento em que a criança para de sugar e não estão relacionadas a abortos ou partos prematuros, ou seja, não desencadeiam o trabalho de parto.

A única contra-indicação é estabelecida em mulheres que apresentam ameaça de aborto ou parto prematuro. Nestes casos, você deve consultar seu ginecologista e sua parteira sobre a possível necessidade de abandonar a amamentação, pelo menos temporariamente. Para todas as outras mulheres, a decisão de amamentar durante a gravidez é totalmente pessoal e não faz mal.

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